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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Natal e Passagem de Ano

Que venham os 700 Km e as 12 horas de viagem e haja boa disposição! É com este espírito que nos temos que fazer à estrada, mesmo que à saída de Maputo a policia (cinzentinhos = PSP) já nos estava a querer estragar os planos. Não têm autoridade para nos pedir a carta de condução mas insistem em fazê-lo (têm a mania que são policias de trânsito) e depois como uma pessoa lhes nega isso, vai de revistar o carro, que isso eles já podem. Ora! claro que tinha que arranjar um problema qualquer e desta vez era porque o carro era de passageiros e não de mercadoria (tínhamos o carro com os bancos rebatidos e cheio de coisas para a viagem). Depois de algumas contestações, lá seguimos viagem, ele deve ter entendido que daqui não levava nada!

Mais uma vez passámos o trópico de capricórnio e desta, resolvemos parar para fotografar.O Natal e a Passagem de Ano foram longe do nosso País e ambos experimentámos pela primeira vez estar longe da família nestas datas.
Fomos para Vilanculo (Vilankulo) com mais uns amigos e a respectiva família (parte dela).
A árvore de Natal, foi improvisada, com o que se pode arranjar!
Houve bacalhau e couves, para aqueles que possam estar a pensar que os pobres desgraçados em África ficaram sem mais esta tradição!







Natal passado e lá fomos nós ao arquipélago do Bazaruto. O João já com o fato vestido, para ir fazer mergulho! Está com cara de mau...ou será de medo. É que também existem tubarões nestas águas. Eles disseram (e confirmou-se) que eram "shark reef" - tubarão do recife/coral.


A viagem, neste barco com dois motores, demora uns 45 minutos. Além de nós, que éramos 5 adultos e 3 crianças, ainda foram mais 7 mergulhadores (turistas) e mais 4 pessoas da empresa que nos iria proporcionar esta maravilhosa experiência, dois deles eram os instrutores de mergulho e os outros eram os "marinheiros".




Quando a maré baixou,estávamos na ilha do Bazaruto e à frente apareceu um banco de areia (outra ilha), nadámos até lá e foi aí que tirámos esta foto! Estamos a fazer a coreografia da música Y M C A.





Esta era a paisagem que tínhamos quando subíamos a duna de areia que a ilha do Bazaruto tem. Se não olharmos para trás, enquanto se sobe a duna, de repente, parece que estamos no deserto! Aquele banco de areia é o tal que referi em cima.






O João a fazer o sinal "aquático" de "está tudo bem" e pouco depois lá se fez ao mar!









Algumas sinaléticas que usam de baixo de água, entre elas, aquela que o João está a fazer que significa Tubarão.
Estão acompanhados pela instrutora, a Cristina, uma italiana 5 estrelas!




João - Mergulhar é uma sensação que re-descobri passados 5 anos. Em Cabo Verde, onde, embora, a experiência magnífica de águas cristalinas, o serviço turístico permitiu-nos pouco tempo de mergulho, tendo terminado esse mergulho com bastante ar na garrafa. Em Vilankulos foi diferente. Cada mergulho teve no mínimo 40-45 minutos! E desta vez, por minha culpa!


PASSAGEM DE ANO
Esta foi a lua que nos acompanhou durante a noite de passagem de ano...com o passar das horas o sol foi começando a dar um ar da sua graça e a noite fez-se dia! Feliz 2011 para todos!
Foi uma experiência a repetir. Poder estar a dançar, sentir calor em vez do frio de Portugal, estar ao pé do mar, tomar banho nele nos primeiros minutos do ano....foi muito bom!



Este foi o nosso dia 1. Se pensam que mudámos de país, enganam-se. Alguém trouxe os desgraçados dos dromedários para estes lados, tudo pelo turismo!


ESTAMOS JUNTOS NAS PASSAGENS DOS ANOS

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Férias #3 - Uma noite em Inhassoro

Depois de sair da Gorongosa era tempo de encontrar alguma paragem para uma noite de tranquilidade. Fazer 1300km num dia era de loucos! Procurei e lá vi que em Inhassoro, deveria ser um bom sitio para descansar e preparar outra jornada de regresso a casa.
Depois de alguns (500) quilómetros lá chegámos a Inhassoro.

Inhassoro é uma vila bem simpática, pouco a norte de Vilanculos e de onde se vê e se pode visitar, também, o Arquipélago do Bazaruto. Da próxima visita ao Arquipélago, certamente, sairemos desta vila.


Instalámo-nos no quarto, que era suficiente para dormir aquela noite. A casa de banho metia um pouco de medo, parecia "velha" e com alguns problemas... Mas lá ficámos por não termos outro sitio em mente onde pudéssemos ficar. Não imaginam a quantidade de mosquitos que havia no quarto! Com o auxílio de uma raquete "electrificada" demos um show de fogo de artificio... nunca tinha visto tamanha matança.




Depois de instalados no quarto, fomos dar um passeio pela vila, ver o artesanato local e as paisagens... Claro que a paragem seguinte foi no bar/restaurante do lodge onde ficámos... beber umas cervejas e comer bom marisco.







A noite chegou e com ela trouxe a vontade enorme de um bom jantar e um bom descanso...








No dia seguinte, acordámos cedinho... ainda o sol estava a nascer, para tomar um pequeno almoço ao estilo sul africano.... ovos, bacon, batatas fritas, cebola frita, (Tudo sem "castrol")....




















Claro que a Ana fez das suas e marcou um encontro de terceiro grau com os famosos côcos da região(ainda bebés)...












Estamos juntos no meio dos imensos Kms que este país tem.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Férias #2 - Gorongosa


Continuamos a viagem mais para norte, com direito a mais um troço de estrada em obras, desta vez não era uma empreitada de chineses, mas sim de uma empresa tuga.


A estrada para o parque, já pertencente à reserva, é um local que parece não ter sido explorado pelo homem, dada a existência de uma enorme variedade de flora. É lindo!!!! Esta palmeira é só uma pequena amostra.








No dia que chegámos, só deu para tratar de montar a tenda e comer no restaurante de lá. No dia seguinte íamos entrar propriamente no parque para ver se tínhamos sorte e víamos alguns animais. E sim, vimos. Facoceros, variadíssimos antílopes, macacos, crocodilos, um Leão entre outros menos espetaculares.














Para os mais despistados e menos atentos, reparem o que a objectiva captou na foto dos macacos!


Além dos animais ainda fomos a locais como o miradouro dos hipopótamos(bom para necessidades fisiológicas, mas cuidado com os bichos!). Como no Inverno não é tempo de chuva, só conseguimos ver ao longe que havia água, logo, não vimos hipopótamos, o que permitiu o xixizito!





Outro local de visita, é a casa dos Leões. Assim designada, pois, antigamente, quando ainda os degraus estavam completos, os leões e leoas, com ou sem crias, subiam o edifício e aí ficavam na sua pasmaceira. Sabemos isso porque no parque vimos vários filmes(antigos) dos tempos áureos deste parque.

Este foi o dia que decidimos ficar para poder descansar de tantos Kms. Se há uns tempos atrás achava longe Lisboa/Algarve, agora o meu conceito de distância alterou-se completamente.
Como não tínhamos nada para fazer e já tínhamos forrado bem o estômago com um variado buffet ao pequeno-almoço, lá tive a ideia de fazer uma fogueirinha que durou até ao outro dia de manhã(só brasas, claro). Mas só durou porque pendurámos nesse arbusto Um chapéu-de-chuva, que protegia a fogueira desse liquido que caiu o dia inteiro!

O parque tem ao dispor piscinas, casas para alugar, restaurante e o parque de campismo. É um local bom para descansar, dado que nem sempre existe rede de telemoveis, mas tinhamos wireless na tenda!!!!! A R. que o diga, pois fizemos video-chamada.




Para que desta vez não pensem que tirámos fotos a algum quadro, deixamos aqui a prova que o Leão estava mesmo perto....tão perto que eu não queria abrir o vidro do carro, só com a insistência do João, que queria tirar fotos sem o reflexo do vidro, é que eu lá fui abrindo aos poucos.



Para os mais interessados, podem aceder ao link.
http://www.gorongosa.net/pt/page/restoration/projecto-de-restaurao

Nesta viagem também fiquei apaixonada por uma árvore, o EMBONDEIRO.











ESTAMOS JUNTOS com a flora e a fauna

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Férias #1 - Vilanculo e Magaruque (Bazaruto)



E foi no passado dia 15 de Julho, que deixámos Maputo para trás.
Com o carro carregado de roupa, tenda, sacos cama, colchões e algumas comidas, fizemo-nos ao caminho, em direcção a norte, sem marcações de alojamento sem rumo certo e definido.
Após 700km, e depois de ter saído de Maputo às cinco da manhã, chegámos finalmente a Vilanculo (ou Vilanculos) onde esperávamos ficar durante uns dias para aproveitar aquele "vilarejo".
Sem marcação do alojamento procurámos e demos com uma pizzaria em que a diária superava 4 vezes o orçamento estimado para aquela noite.
Daqui começámos a ver a beleza deste local e de toda a sua envolvência.



Lá demos com um sitio agradável e simpático onde fomos acolhidos pelo bravo Inoque. Inoque mostrou logo que tudo ali eram facilidades e que conseguia arranjar e providenciar tudo o que pudéssemos imaginar. Até que nos mostrou a nossa casa, prontificando-se a arranjar alguém para lavar o carro e a assegurar-se que iríamos visitar o Arquipélago do Bazaruto. Bem dito e bem feito. E eis que nos mostra a nossa casa:



Bem pertinho do mar... De noite as ondas embalaram os sonhos! Ou pesadelos, dado que mal chegámos, demos com um escorpião/lacrau dentro do quarto. Mal aconteceu este encontro, alguém do outro lado do telefone informa que, por norma, andam aos pares....nunca encontrámos o outro(a), talvez este fosse solitário!


No dia seguinte de manhã, logo após o pequeno almoço, tínhamos marcada a nossa viagem ao Arquipélago do Bazaruto. Desta vez, para visitar a ilha de Magaruque. A ilha mais próxima de Vilanculo. Era então hora de pegar no equipamento de snorkling e ir para o barco "grande, a motor"... ahahaha...para lá fomos à vela, só no regresso é que o motor deu o ar de sua graça, pois andamos a fazer gincana por causa dos enormes bancos de areia, dado que a maré tinha vazado.





A viagem para a ilha é simpática e tranquila. Vamos podendo observar a claridade da água e a muito constante pouca profundidade daquele mar. A ansiedade ia aumentando à medida que chegávamos à ilha. Enquanto isso, íamos dando dois dedos de conversa com um casal Israelita, que estava de férias.



Chegados à ilha, resolvemos percorrê-la. Parece pequena, mas quando a fazemos a pé, custa! Há momentos em que o areal é tão grande que nos dá a sensação de estarmos num deserto.



(cliquem para aumentar e perceberem melhor)


Neste passeio vimos vários bichinhos, polvo, caravelas portuguesas, búzios, caranguejos, etc.... e restos de árvores que o mar deve reclamar para si.


Estas casas encontram-se na ilha. Ficámos sem perceber se eram privadas ou lodge.






Estamos juntos
com companhia no quarto!(mosquitos às centenas e talvez o outro lacrau)